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Deficiências: VISUAL

1. CONCEITO DE DEFICIÊNCIA:

Deficiência é o substantivo atribuído a toda a perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica. Refere-se, portanto, à biologia do ser humano. (Organização Mundial de Saúde).

1.1 -TIPOS DE DEFICIÊNCIA:

 Deficiência visual;
 Deficiência motora;
 Deficiência intelectual;
 Deficiência auditiva;
 Deficiência múltipla.

1.2-Quem pode ser considerado deficiente?

A expressão “pessoa com deficiência” pode ser atribuída a pessoas portadoras de qualquer tipo(s) de deficiência. Porém, em termos legais, esta mesma expressão é aplicada de um modo mais restrito e refere-se a pessoas que se encontram sob o amparo de determinada legislação.
É designado “deficiente” todo aquele que tem um ou mais problemas de funcionamento ou falta de parte anatômica, embargando com isto dificuldades a vários níveis: de locomoção, percepção, pensamento ou relação social.
Até bem recentemente, o termo “deficiente” era vulgarmente aplicado a pessoas portadoras de deficiência(s). Porém, esta expressão embarga consigo uma forte carga negativa depreciativa da pessoa, pelo que foi, ao longo dos anos, cada vez mais rejeitada pelos especialistas da área e, em especial, pelos próprios portadores. Atualmente, a palavra é considerada como inadequada e estimuladora do preconceito a respeito do valor integral da pessoa. Deste modo, a substituí-la surge à expressão: PCD “pessoa com deficiência”.

2. DEFICIÊNCIA VISUAL:

Deficiência visual é a perda ou redução da capacidade visual em ambos os olhos, com caráter definitivo, não sendo susceptível de ser melhorada ou corrigida com o uso de lentes e/ou tratamento clínico ou cirúrgico. Dentre os deficientes visuais, podemos ainda distinguir os portadores de cegueira e os de visão subnormal.

2.1-Causas da Deficiência Visual

•Congênitas: amaurose congênita de Leber, malformações oculares, glaucoma congênito, catarata congênita.
•Adquiridas: traumas oculares, catarata, degeneração senil de mácula, glaucoma, alterações relacionadas à hipertensão arterial ou diabetes.
2.2-Como identificar?
•Desvio de um dos olhos;
•Não seguimento visual de objetos;
•Não reconhecimento visual de pessoas ou objetos;
•Baixo aproveitamento escolar;
•Atraso de desenvolvimento.

2.3-Sinais de alerta !!!

•Olhos vermelhos, inflamados ou lacrimejantes;
•Pálpebras inchadas ou com pus nas pestanas;
•Esfregar os olhos com frequência;
•Fechar ou tapar um dos olhos, sacode a cabeça ou estende-a para frente;
•Segura os objetos muito perto dos olhos;
•Inclina a cabeça para frente ou para trás, pisca ou semicerra os olhos para ver os objetos que estão longe ou perto;
•Quando deixa cair objetos pequenos, precisa de tatear para encontrá-los;
•Cansa-se facilmente ou distrai-se ao aplicar a vista muito tempo.

2.4- O aluno Deficiente Visual:

2.4.1-Características da Criança Deficiente Visual -

 A criança deficiente visual é aquela que difere da média, a tal ponto que irá necessitar de professores especializados, adaptações curriculares e ou materiais adicionais de ensino, para ajudá-la a atingir um nível de desenvolvimento proporcional às suas capacidades; •Os alunos com deficiência visual não constituem um grupo homogêneo; • Os portadores de deficiência visual apresentam uma variação de perdas que se poderão manifestar em diferentes graus de acuidade visual;

2.4.2-Adaptações educacionais para os Deficientes Visuais 

• A educação da criança deficiente visual pode se processar por meio de programas diferentes, desenvolvidos em classes especiais ou na classe comum, recebendo apoio do professor especializado; • As crianças necessitam de uma boa educação geral, somada a um tipo de educação compatível com seus requisitos especiais, fazendo ou não, uso de materiais ou equipamentos de apoio. • A educação do deficiente visual necessita de professores especializados nesta área, métodos e técnicas específicas de trabalho, instalações e equipamentos especiais, bem como algumas adaptações ou adições curriculares; • A tendência atual da educação especial é manter na escola comum o maior número possível de crianças com necessidades educativas especiais; • Cabe à sociedade a responsabilidade de prover os auxílios necessários para que a criança se capacite e possa integrar-se no grupo social.

2.4.3-Estimulação visual

 • Motivar a criança a alcançar, tocar, manipular e reconhecer o objeto; • Ensinar a “olhar” para o rosto de quem fala; • Ajustar uma área onde a criança possa brincar em segurança e onde os objetos estejam ao alcance
dos seus braços; • O educador pode usar fita-cola de diferentes cores para contrastarem com os objetos da criança, de modo a torná-los mais visíveis.

2.4.4-Estimulação do tato

 • Descriminar diferentes texturas; • Experimentar materiais com formas e feitios com contornos nítidos e cores vivas; • Distinguir a temperatura dos líquidos e sólidos; • Mostrar como pode manipular o objeto.

 2.4.5-Estimulação auditiva 

• Ouvir barulhos ambientais, gravadores, rádios…; • Identificar sons simples; • Distinguir timbres e volumes dos sons; • Discriminar a diferença entre duas frases quase iguais; • Desenvolver a memória auditiva seletiva.

2.4.6-Estimulação do olfato e do paladar

 • Provar e cheirar diferentes comidas (salgadas, doces e amargas); • Cheirar vinagre, perfumes, detergentes, sabonetes e outros líquidos com cheiros fortes.

2.4.7-Programa pré-escolar ( Educação Infantil)

 Quando em idade pré-escolar, a criança deficiente visual necessita que se dê importância à “rapidez,” para que atinja o mesmo nível que os colegas normo-visuais. Para tal é particularmente importante que ela desenvolva : • capacidades motoras ; • capacidades da linguagem; • capacidades discriminativas e perceptivas .

2.4.8-Entrada para a escola ( Ensino Fundamental) À entrada para a escola a Criança D.V. deve: 

• Compreender o seu corpo; • Ter a lateralidade desenvolvida; • Estar desenvolvido no Tacto; • Estar desenvolvido auditivamente

2.4.9-Currículo escolar e a deficiência visual 

• Os programas educativos direcionados para os deficientes visuais devem ir ao encontro das mesmas áreas e atividades que se encontram nos programas regulares (sendo feitas adaptações conforme as necessidades e dificuldades dos alunos). 2.4.10-O reforço pedagógico e a coordenação Técnico - Docente
• Ajuste do tempo ao seu ritmo de trabalho; • Planificação de Atividades; • Adaptação do Processo de Avaliação.

2.4.11-Orientação e movimentação da Criança com D.V. no espaço

 • Processo prolongado e sequenciado que deve começar o mais cedo possível. - As técnicas mais utilizadas são: • Guia normovisual; • Uso da bengala; • Cão Guia;

2.4.12-A aprendizagem da criança com deficiência visual 

• A capacidade de aprendizagem de uma criança não está diretamente relacionada com o seu grau de visão; • Depende do momento em que a criança perdeu a visão.

2.5 -Adaptação do Espaço 

• Serão necessárias adaptações no espaço se a dificuldade de visão for acrescida de outras; - Conhecer o ambiente escolar; - Na sala de aula é necessário: • Comunicação Oral; • Condições de iluminação; • Organização do espaço e dos materiais; • Estratégias e recursos.

2.6- A avaliação para ser eficaz deve: 

-Utilizar formas de comunicação que a criança/jovem compreenda; -Incluir objetos e materiais familiares interessantes; -Apresentar esses materiais e objetos de forma contextualizada, baseada numa aprendizagem significativa e estruturada; -Organizar e provocar situações de aprendizagem estruturada mediante a utilização de objetos e materiais, apresentados em contextos naturais.